Estudante de Fotojornalismo – Roland Barthes
Seguindo os posts com os resultados de trabalhos do curso fotojornalismo feitos por este que vos fala, o tema desta vez foram alguns elementos do livro A Câmara Clara de Roland Barthes.
Além de mais alguns pontos.
Ainda explorando as fotos noturnas, convoquei um amigo (Marcos) para irmos ao Parque Barigui aqui em Curitiba.
A princípio, minha idéia era pegar apenas uma das 5 fotos do trabalho.
O requisito desta foto acima era que seguisse a regra da linha do horizonte.
Mas enquanto estavamos no parque, mais uma vez naquele clima tenso (de noite é perigoso e arriscado ficar de bobeira em parques… é quase pedir pra ser assaltado), resolvemos ousar um pouco e dar uma caminhada no parque.
E fomos recompensados! Encontramos animais que habitam o parque, que durante o dia normalmente ficam recolhidos em áreas que não tenha muita gente (porque durante o dia o parque é sempre cheio), passeando tranquilamente perto de nós, e nem ligando muito pra nossa presença!
As capivaras, que eu nunca tinha visto tão de perto (dava quase para tocar) comiam tranquilamente uma graminha aqui e ali… pareciam cachorros passeando.
Um grupo de cisnes também estava ali por perto, apesar de estarem um pouco mais apreensivos. Acabei tirando tantas fotos quanto pude.
Ficamos quase 2 horas no parque, vimos poucas pessoas passando por ali.
Mudando da água pro vinho (ou pro vinagre), uma das fotos pedidas tinha como tema o Operator tal como definido por Barthes. Que é basicamente o ponto de vista daquele que faz a foto, o fotógrafo.
Apelando um pouco pras tão odiadas (por tantos fotógrafos profissionais) fotos na frente do espelho, não tendo tempo pra minha idéia original que era tirar foto de outros fotógrafos tirando foto, usei minha câmera atual em tripé, uma antiga Yashica que era de meu pai, uma lente desta mesma e outra lente de uma antiga filmadora.
Por fim, apelei para o meu hobby para as duas fotos que faltaram.
O tema seriam fotos que tivessem um “Punctum”, tal como definido por Barthes.
Tenho ciência que as fotos não refletem exatamente o conceito, visto que o punctum seria algo que aparece com mais frequência de forma acidental, não proposital.
Mas uni o útil ao agradável e fiz essa montagem de figures, mais essa minha foto que estava querendo tirar a algum tempo para incluir na página de “Sobre…” daqui do blog.
Enfim, espero que tenham gostado.
O próximo post vai demorar um pouco, pois não tem nada pronto ainda… mas vou procurar manter a idéia.
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