Discussão Anime: Serial Experiments Lain
Iniciando uma nova série de posts, trago a proposta de discutir as idéias sobre alguns animes cuja temática foge do lugar comum.
Para o primeiro anime da discussão, trago Serial Experiments Lain.
A discussão tem spoilers do anime, portanto se você ainda não assistiu e pretende assistir o anime, leia numa outra oportunidade. Apesar que talvez seja até interessante ler o tópico antes de assistir o anime.
Vou tentar não escrever muito, senão ninguém lê.
Sobre o anime: Serial Experiments Lain é um dos clássicos do renomado autor Yoshitoshi Abe.
A história é centrada em torno de Lain, uma garota de uma família (de certa forma disfuncional) de classe média. Um dia ela é apresentada, com um computador novo, ao “Wired”… seria a Internet em algum lugar do futuro.
A partir daí, vários elementos entram em cena… como teorias da conspiração, fantasmas que se comunicam através de redes de computadores, e outros elementos.
Crítica: Muitos dizem não ter entendido o anime. Muitos inclusive abandonaram o anime pela metade por não entender nada. O anime tem um estilo estranho, figurativo, com elementos e idéias escondidas aqui e ali. É um anime no adulto, não no sentido de conter conteúdo erótico, mas de compor temas complexos que crianças e jovens provavelmente ainda não tiveram contato.
Idéia por trás: Assim como muitas obras com temática voltada a filosofia, Serial Experiments Lain foi criado “complicado” de propósito… mais que entreter e mostrar uma história linear, o anime é um convite à reflexão. Alguns dos temas abordados são:
- As fronteiras da realidade;
- A percepção individual e coletiva da realidade;
- O que reside na memória das pessoas;
- Consciência, interconexão e alucinações.
Destrinchando: Tentando decifrar a trama o anime, temos Lain como uma espécie de chave que quebraria as fronteiras entre real e o virtual, através de códigos escondidos por Eiri Masami, diretor chefe de pesquisas sobre Protocol 7, o protocolo da “Wired”, e funcionário da Tachibana Computers, praticamente monopólio que domina a produção de computadores.
Estes códigos escondidos dariam controle da “Wired” para Masami, através de uma comunicação sem fio que funcionaria sem limites e sem fronteiras usando uma teoria conhecida como Schumman Ressonance.
Esse sistema teria uma influência tão grande num futuro onde praticamente todos estão conectados de alguma maneira pela “Wired”, que a distinção entre o real e o virtual se quebraria, borrando as definições do conceito de realidade.
Apesar da complexidade da história, vários elementos centrais para entender o que se passa são apresentados somente no meio da série, o que causa muita confusão para aqueles que assistem só alguns dos primeiros episódios.
Finalmente, vários outros elementos são abordados, com autores citando obras distópicas, Jung, temas como timidez, solidão e isolamento, diferenças de personalidade entre entidades virtuais e reais, teologia (evidente perto do final do anime), entre outras idéias.
O final (SPOILERS): Próximo ao final do anime, Lain se dá conta do que está acontecendo, e descobre que consegue moldar a percepção das pessoas da forma como bem entende. Através disso, ela consegue controlar a realidade. Alguns interpretam que Lain, percebendo o poder que tem, decide apagar eventos e memórias ligadas a ela não só por terceiros, como também dela mesma, para poder voltar a ter uma vida normal, renegando o poder total de uma deusa.
Concluindo: Não cheguei a essas conclusões sozinho, e creio ser difícil qualquer um chegar até aí. Talvez seja até mais proveitoso ler spoilers sobre o anime para poder aproveitá-lo da forma como seria planejada. Mas eu sinceramente gostei do anime, e creio que ele é um dos que mostram como os animes tem muito mais a oferecer e são muito mais maduros do que boa parte da sociedade ocidental pensa.
Convido os leitores a novas reflexões, perguntas, e citações de idéias que se encontram dentro do anime.
Abraço a todos,
- Renato ~XSportSeeker~ Murakami























É um Alice no País das maravilhas da nova era!
É uma mistura de arte,filosofia,conceitos que nos leva à uma ponderação sobre nossa efêmera vida!
É uma das coisas mais interessantes que eu já vi ou vou ver na minha vida,tenho certeza disso!
Um outro anime bom também,apesar de não ter nada a ver com Lain pois este é singular, se chama Akira.E é um filme,espero que conheçam.
numca em toda minha vida vi algo tao entrigante cada vez q assisto vejo algo novo
e apesar de figurativo reflete muito a realidade humana
e o unico anime q gostei (apesar de so ter visto 4)
Eu tou no episodio 10, estou gostando muito. já é um dos meus preferidos.
uma coisa que notei logo e gostei foi que nas cenas que a Lain está na sala de aula e a turma esta fazendo tarefas e essas coisas, eles estao todos castanhos e menos a Lain que fica com cores e tambem as cores da sombra que parecem estar vivas. Enfim, este anime é excelente que pena que nem todos pensam assim
Bem, não acho o anime muito dificil de entender só que é um tema pouco usual e sou completamente ignorante nas especificações tecnicas destas tecnologias que o anime retrata. Quando vi o primeiro episodio, eu senti um mal estar na barriga, nao sei explicar, tipo uma agonia pelas cores, ambiente, o desenho, os sons do anime. foi a primeira vez que um anime mexeu comigo assim
Eu tou no episodio 10, estou gostando muito. já é um dos meus preferidos.
uma coisa que notei logo e gostei foi que nas cenas que a Lain está na sala de aula e a turma esta fazendo tarefas e essas coisas, eles estao todos castanhos e menos a Lain que fica com cores e tambem as cores da sombra que parecem estar vivas. Enfim, este anime é excelente que pena que nem todos pensam assim
Bem, não acho o anime muito dificil de entender só que é um tema pouco usual e sou completamente ignorante nas especificações tecnicas destas tecnologias que o anime retrata. Quando vi o primeiro episodio, eu senti um mal estar na barriga, nao sei explicar, tipo uma agonia pelas cores, ambiente, o desenho, os sons do anime. foi a primeira vez que um anime mexeu comigo assim
Eu tou no episodio 10, estou gostando muito. já é um dos meus preferidos.
uma coisa que notei logo e gostei foi que nas cenas que a Lain está na sala de aula e a turma esta fazendo tarefas e essas coisas, eles estao todos castanhos e menos a Lain que fica com cores e tambem as cores da sombra que parecem estar vivas. Enfim, este anime é excelente que pena que nem todos pensam assim
Bem, não acho o anime muito dificil de entender só que é um tema pouco usual e sou completamente ignorante nas especificações tecnicas destas tecnologias que o anime retrata. Quando vi o primeiro episodio, eu senti um mal estar na barriga, nao sei explicar, tipo uma agonia pelas cores, ambiente, o desenho, os sons do anime. foi a primeira vez que um anime mexeu comigo assim
Seu resumo procede. Tem bastante David Lynch na história: pedaços da história ficam sem explicação, e são detalhes grandes, que movem a trama.
E o final me lembrou outra coisa do cinema: Donnie Darko, onde ele precisa morrer no final para salvar a vida de todos ao seu redor. A diferença é que Donnie mudou a história com um “buraco de Einstein-Rosen” e viagem no tempo, já Lain se apagou da memória daqueles cuja vida tinha sido influenciada por ela.
Mas o problema da aceitação de Lain é que tem que ver até o final pra se entender tudinho. Quem para na metade vai ter apenas metade das peças do quebra-cabeça. E treze é um número perfeito de episódios, pois dá pra colocar uma história complexa num espaço de tempo pequeno: quando chegamos ao final, o impacto é bem maior.
Seu resumo procede. Tem bastante David Lynch na história: pedaços da história ficam sem explicação, e são detalhes grandes, que movem a trama.
E o final me lembrou outra coisa do cinema: Donnie Darko, onde ele precisa morrer no final para salvar a vida de todos ao seu redor. A diferença é que Donnie mudou a história com um “buraco de Einstein-Rosen” e viagem no tempo, já Lain se apagou da memória daqueles cuja vida tinha sido influenciada por ela.
Mas o problema da aceitação de Lain é que tem que ver até o final pra se entender tudinho. Quem para na metade vai ter apenas metade das peças do quebra-cabeça. E treze é um número perfeito de episódios, pois dá pra colocar uma história complexa num espaço de tempo pequeno: quando chegamos ao final, o impacto é bem maior.
Seu resumo procede. Tem bastante David Lynch na história: pedaços da história ficam sem explicação, e são detalhes grandes, que movem a trama.
E o final me lembrou outra coisa do cinema: Donnie Darko, onde ele precisa morrer no final para salvar a vida de todos ao seu redor. A diferença é que Donnie mudou a história com um “buraco de Einstein-Rosen” e viagem no tempo, já Lain se apagou da memória daqueles cuja vida tinha sido influenciada por ela.
Mas o problema da aceitação de Lain é que tem que ver até o final pra se entender tudinho. Quem para na metade vai ter apenas metade das peças do quebra-cabeça. E treze é um número perfeito de episódios, pois dá pra colocar uma história complexa num espaço de tempo pequeno: quando chegamos ao final, o impacto é bem maior.
O melhor anime ja feito!
O melhor anime ja feito!
O melhor anime ja feito!
Esse autor de Lain -.-’
tenho que dar meus parabéns a ele… pq ninguém até hj conseguiu decifrar ao certoo e sempre há uma dúvida
Esse autor de Lain -.-’
tenho que dar meus parabéns a ele… pq ninguém até hj conseguiu decifrar ao certoo e sempre há uma dúvida
Esse autor de Lain -.-’
tenho que dar meus parabéns a ele… pq ninguém até hj conseguiu decifrar ao certoo e sempre há uma dúvida
Heoaheoiae, poisé May, mas acho que parte da idéia do Yoshitoshi Abe é deixar a coisa um pouco aberta a interpretações mesmo.
Pra provocar esse tipo de discussão… XD
Dá pra reparar bem pelos outros animes dele… ehaoiheoa